A ex-secretária de Educação de Goiás e pré-candidata a deputada federal, Fátima Gavioli, participou nesta semana do encontro “Educação Já”, realizado pela ONG Todos Pela Educação. No painel Perspectivas para o ciclo 2027–2030, ela destacou que a educação mudou nos últimos anos.
“Nós precisamos de planejamento, de orçamento, nós precisamos de propostas sólidas. E, de verdade, nós não queremos que ninguém traga mais novidades para nós. Os professores não aceitam, os estudantes não recebem bem, os gestores não sabem mais o que fazer com tantas novidades”, explicou.
Ao lado de Fátima Gavioli, a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt, apresentou as ações do governo federal e ouviu críticas sobre pontos que, na avaliação de Gavioli, precisam ser resolvidos no próximo ciclo de gestão.
“A melhor coisa que teríamos feito seria colocar o ensino fundamental II com a mesma carga horária do ensino médio. Isso teria resolvido muita coisa, mas agora vamos precisar tratar disso no próximo ciclo. Nós não temos como manter a disparidade de carga horária”, afirmou.
Fátima Gavioli também ressaltou que o momento pede uma revisão dos 200 dias letivos, em nome de uma sociedade mais saudável “A minha proposta para o próximo ciclo é discutir os 180 dias. Se estamos discutindo seis por um, por que não discutir a carreira mais importante da nossa nação, que é a dos professores?”, disse.
Um dos pontos elogiados por Fátima Gavioli foi o investimento na alfabetização, que tirou do papel o regime de colaboração e mostrou que a união entre as esferas do poder público pode mudar a realidade da alfabetização na idade certa.